Dear Andy

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Há tempos queria escrever sobre o “muso” do blog. É meu artista preferido! 

Leio muitos livros sobre Warhol. Ele é um dos artistas mais difundidos do mundo: não só artisticamente mas principalmente comercialmente.

Tanta exposição me fez questionar o fato dele me ser tão bem quisto: odeio massificação!


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Alguns artistas bem famosos parecem viver de arte exclusivamente no intuito de ganhar dinheiro. É claro que o artista quer ganhar dinheiro, e deve, se quer viver da sua arte. Mas trabalhar quase que exclusivamente para “vender”, para “agradar”, não me parece como um artista de verdade deveria trabalhar.

Será que esse era o caso de Warhol? Ele realmente começou como um artista comercial. E era notoriamente obcecado pelo dinheiro e pela fama, e aliás, ele coleciona os dois: artista mais caro do mundo, primeiro pop star do mundo das artes, artista mais influente dos últimos 50 anos, maior expressão da Pop Art, o mais valorizado artista vivo.

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A diferença da arte de Warhol para todos esses outros artistas é a genialidade por trás de seus motivos. Andy soube traduzir os anseios de toda uma geração. Uma geração consumista, obcecada pelas celebridades e pelo medo da morte. Além disso, ele soube criar uma linguagem estética inovadora, de absoluto bom gosto, criando novos padrões que não foram superados até hoje por nenhum outro artista.

Algumas pérolas de Andy:

No futuro todos serão famosos por 15 minutos.

Pedi sugestões a 10 ou 15 pessoas. Finalmente uma amiga me fez a pergunta certa, “Bem, o que você mais ama?” Foi aí que comecei a pintar dinheiro.

Decidi algo: coisas comerciais não prestam. Assim que se tornam comerciais para um mercado de massa não prestam mais.

O que é maravilhoso sobre este país é que os Estados Unidos começaram uma tradição em que os consumidores mas ricos compram essencialmente as mesmas coisas que os pobres. Você pode estar assistindo televisão e bebendo coca-cola, e você sabe que o presidente bebe coca, Liz Taylor bebe coca, e pense, você também pode bebê-la.  Uma coca é uma coca e nenhum dinheiro do mundo pode te comprar uma coca melhor do que a coca que o mendigo da esquina está bebendo. Todas são iguais e todas são boas. Liz Taylor sabe, o Presidente sabe, o mendigo sabe, e você sabe.

Temos muitos motivos pelos quais amar Warhol. Mas no fundo, ele é tão reproduzido e tão querido por apenas um motivo: Andy é cool.

 

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